RO - Terça - Feira, 22 de Maio de 2018
Atualizada: 19/01/2018 01:08:02

Cunhado de grávida desaparecida é preso usando o número de telefone de Tainá

Prisão temporária pode durar até 30 dias.

A Polícia Civil divulgou nesta quinta-feira (18) que prendeu um suspeito de usar o número de celular da jovem Taina Carina de Lima Mendonça, dias após ela ter desaparecido. A grávida, de 21 anos, sumiu no fim de outubro de 2017 na cidade de Monte Negro.

 

O delegado responsável pelo caso, Vinicius Lucena, conta que o cunhado da jovem não é suspeito do desaparecimento de Tainá, mas a prisão dele aconteceu para esclarecimentos sobre o uso do número da grávida num aplicativo de mensagens.

 

"Nós tivemos a informação que veio da operadora de telefonia, onde constou que cerca de dez dias após o desaparecimento, ela estaria com o aplicativo WhatsApp online, o que indicaria que ou a Tainá estaria utilizando o aparelho dela, ou um terceiro poderia estar utilizando o número da Tainá", explicou.

 

Durante uma coletiva, ele contou que a operadora confirmou que aparelho que usava o número de Taina era o do suspeito. Lucena disse que vai ouvir os familiares da jovem para esclarecer como o chip com o número de Tainá foi parar no celular do cunhado dela após o desaparecimento. O investigado, segundo a polícia, alega que não tinha conhecimento de que o chip estava no aparelho dele.

 

O advogado do suspeito disse que ainda não tomou conhecimento do processo, mas afirmou que vai pedir a revogação da prisão ainda nessa semana. A prisão é temporária e tem prazo de 30 dias. O tio da jovem desaparecida Denivaldo Mendonça acredita que o cunhado de Taina seja um inocente e esteja preso injustamente, porque não sabia do chip com o número da desaparecida no celular dele.

 

"É um rapaz de família boa, evangélica, trabalhador. [A prisão] foi uma atitude que achei equivocada", disse. A avó de Taina, Darci de Souza, diz que sofre muito com ausência da neta e tem esperança que ela esteja viva.

 

"Está sendo um pesadelo, tenho derramado muitas lágrimas, muito clamor a Deus e nada, nenhuma notícia, é uma angústia muito grande. Se a gente tivesse enterrado, a gente sabia que estavam ali os ossinhos delas, mas só sobrou sofrimento. Nós estamos confiando que ela vai aparecer".