RO - Segunda - Feira, 11 de Dezembro de 2017
Atualizada: 29/11/2017 11:52:05

Forro de escola começa a desabar menos de um ano após construção em Cacoal

Forro de escola começa a desabar menos de um ano após construção em Cacoal

O forro da Escola Municipal José de Almeida e Silva,  começou a desabar menos de um ano depois do local passar por uma obra. Segundo a direção da escola, o problema está ocorrendo em um novo bloco de 12 salas de aula e dois conjuntos de banheiros, que fica em um andar superior, erguidos no fim do ano passado.

 

Conforme a diretoria, a obra custou cerca de R$ 1,2 milhão, através de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A Escola José de Almeida foi uma das primeiras construções escolares da rede municipal, com o prédio inaugurado no ano de 1976. Nesse período, a escola recebeu apenas uma obra de ampliação, no fim de 2016.

 

De acordo com a diretora da escola Zilma Domingues, a ideia com a construção do novo piso era levar cerca de 700 crianças da escola para a nova estrutura, já que as salas onde estudam atualmente apresentam pouco espaço e goteiras. “Desde a conclusão da obra de ampliação o telhado vem apresentando problemas. Como tem várias passagens de água com as chuvas, o forro encharcou e acabou cedendo em vários pontos, junto com alguns suportes de lâmpadas”, contou a diretora.

 

Todas vez que chove, a estrutura feita no segundo piso alaga e isso gerou um novo problema, como infiltrações e goteiras que caem nas crianças enquanto estão estudando no andar debaixo.  Apesar do risco do forro de gesso desabar a qualquer momento, os alunos ainda tem acesso ao novo prédio, no andar superior. A diretora contou que participou de uma reunião com a secretaria de educação e solicitou o fechamento dos dois acessos ao novo prédio.

 

“Temos um acesso de rampa e outro de escada. As crianças não vão em grande quantidade, mas sempre tem alguma que vai até lá. Não tenho condições de ficar vigiando os alunos o tempo todo e nem servidores suficientes para isso. Por isso, esse isolamento me dará mais segurança para trabalhar sem me preocupar que os alunos irão se machucar”, disse a diretora.

Segundo a secretária municipal de Educação, Rosely Maria Dias Vieira, desde o início da nova gestão administrativa, em 2017, foram percebidos que o processo de construção apresentava vários problemas.

 

Com isso, eles solicitaram que a equipe de engenharia da prefeitura enviasse relatórios indicando a situação da obra e pedindo de providências. “O setor de engenharia nos informou que já havia notificado a empresa responsável pela obra e esgotado todas as alternativas de negociações, porém não haviam sido atendidos”, contou a secretária. Diante disso, o processo foi encaminhado no mês de abril para o jurídico da prefeitura, para que fossem tomadas medidas judiciais.

 

“O jurídico nos orientou a pedir ao setor de engenharia um laudo informando os serviços que não foram bem executados na obra do José de Almeida. Agora estamos esperando esse laudo para que o jurídico tome providências contra essa empresa, que pode sofrer penalidades como ressarcimento ao erário e impedimento de participar de licitação.”, explicou Rosely.

 

A intenção da Secretaria de Educação é refazer todo o serviço que apresentou defeito na construção do novo bloco da Escola José de Almeida. Para isso é preciso esperar o relatório da engenharia, quantificando os danos.  Só em seguida será aberto um processo licitatório para refazer os serviços, mas ainda não há data definida.