RO - Segunda - Feira, 21 de Maio de 2018
Atualizada: 25/01/2018 00:13:44

Mudas de ipê produzidas no presídio são plantadas em canteiros de Rolim de Moura

Objetivo do projeto é produzir mudas para arborizar a cidade e recuperar áreas degradadas.

Os canteiros das avenidas do centro de Rolim de Moura estão sendo arborizados com mudas de Ipês que são produzidas por apenados em um viveiro construído no presídio do regime semiaberto do município. Os detentos também auxiliam as equipes da Secretaria Municipal de Obras no plantio das mudas. Segundo a administração municipal, em um mês, mais de 300 mudas foram plantadas.

 

De acordo com a engenheira agrônoma e paisagista Cristina Weirich Vergara, o projeto de arborização urbana é executado pela prefeitura com mudas produzidas em um viveiro montado no presídio do regime semiaberto, com o objetivo de produzir mudas de árvores para arborizar e embelezar a cidade e recuperar áreas degradadas na Zona Rural.

 

“Aproveitamos o período da chuva para retirar as mudas do viveiro em transferir para os canteiros nas áreas centrais da cidade. Quando encerrar as chuvas, vamos nos concentrar de novo nas atividades na produção das mudas”, revela.

 

Mais de 300 mudas já foram plantadas de dezembro até agora, segundo a administração municipal, que pretende concluir a área central até o fim de período chuvoso. “Além do plantio em áreas descobertas, também estamos substituindo as árvores Ficus Benjamina, devido os transtornos que são provocados pelas raízes da espécie em busca de água e nutrientes, causando danos em calçadas, canos e outras edificações”, explica.

 

Segundo Cristina, as mudas destinadas para o plantio são espécies de ipês de várias cores, que devem iniciar o clico de floração em quatro anos. “A intenção da administração municipal é arborizar também os bairros, mas esse processo deve ser desenvolvido mais a frente após a conclusão da região da área central”, aponta.

 

Além de um viveiro construído no presídio do regime semiaberto para a produção de mudas de árvores para arborizar e embelezar a cidade e recuperar áreas degradadas na zona rural, na unidade prisional há uma horta mantida por apenados que plantam e colhem verduras no local. Toda a produção é doada para escolas públicas e o hospital da cidade.

 

O projeto foi desenvolvido pelo Conselho da Comunidade, que é composto por membros de entidades públicas e de segurança. O recurso para a execução da ação foi adquirido através de um fundo criado por prestações pecuniárias à Vara Criminal da comarca de Rolim de Moura.

 

Prestações pecuniárias são penas alternativas, onde o apenado cumpre em liberdade, dando um retorno social em contrapartida ao delito que praticou.

Essa prestação consiste no pagamento em dinheiro para a vítima e dependentes, ou para entidades públicas ou privadas no valor de um salário mínimo a trezentos e sessenta salários mínimos.

 

Conforme a juíza Cláudia Maciel, da Vara Criminal do município, a criação da horta e do viveiro no presídio sãos os projetos de maiores destaques dos 18 apresentados junto da Vara para pleitear verbas das prestações pecuniárias.

 

Desde a resolução 154 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cada juiz da vara de execução penais passou a ter uma conta unificada para onde essas verbas são depositadas e anualmente ele pode publicar editais de convocações de entidades para apresentar projetos sociais, preferencialmente na área de execução de penas e prevenção de crimes.